Quinta-feira, Maio 15, 2008

 

Eu escolhi aquele poema porque foi aquele que eu gostei mais e porque também gosto do autor.
Recomendo a todos os poemas dele.

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Título: “Na luz a prumo”
Autor: Eugénio de Andrade/29
Livro: Os Sulcas da Sede

 

Na luz a prumo

 

Se as mãos pudessem (as tuas,
As minhas) rasgar o nevoeiro,
Entrar na luz a prumo.
Se a voz viesse. Não uma qualquer:
A tua, era manha voasse.
E de jubilo cantasse.
Com as tuas mãos, e as minhas,
Pudesse entrar no azul, qualquer
Azul: o do mar,
O do céu, o da rasteirinha canção
De água corrente. E com eles subisse.
(A ave, as mãos, a voz.)
 E fossem chama. Quase.

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Quinta-feira, Abril 17, 2008

Dia mundial do livro

O mundo é um livro! Quem não lê não faz parte do mundo…

Assinado:Paula Machado

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Quinta-feira, Março 6, 2008

Galinha

 Titulo: A  galinha (excerto) 

Autor: Vergílio Ferreira

 


E daqui para a frente, disseram tudo. Minha tia saiu num vendaval, desceu as escadas ainda aos berros, de modo que minha mãe teve ainda de vir à janela dizer mais coisas. Minha tia foi indo pela rua adiante, sempre aos gritos, e de vez em quando parava, voltando-se para trás para dizer uma ou outra coisa em especial a minha mãe, que estava à janela e lhe ia também respondendo como podia. Até que a rua acabou e minha mãe fechou a janela. E aí começou o meu pai, quando lá longe minha tia lhe passou ao pé e meu pai lhe perguntou o que havia e ela lhe disse o que havia, chamando mentirosa a minha mãe. Meu pai então disse:
- Mentirosa é você.
E começou a apresentar-lhe os factos comprovativos do que afirmara e que já tinha decerto enaipados de outras ocasiões, porque não se engasgava:
- Mentirosa é você e sempre o foi. Já quando você contou a história do Corneta, andou a dizer que
- Mentiroso é você, como sua mulher. Uma vez na padaria a sua mulher disse que
E daí foram recuando no tempo à procura das mentiras um do outro. Estavam já chegando à infância, quando apareceu o meu tio. Minha tia passou-lhe a palavra e começou ele. Mas como a coisa agora era entre homens, meu tio cerrou os punhos e disse:
- Eu mato-o, eu mato-o.
Meu pai, que já devia estar cansado, ficou quieto, à espera que ele o matasse, e como ficou quieto, meu tio recuou uns passos, tapou os olhos com um braço e disse outra vez:
- Foge da minha vista que eu mato-te.
Entretanto olhou em volta à espera que o segurassem. E quando calculou que tudo estava a postos para o segurarem, ergueu outra vez os punhos e avançou para o meu pai. Finalmente seguraram-no, e meu tio estrebuchou a querer libertar-se para matar o meu pai. Mas lá o foram arrastando, enquanto o meu tio se voltava ainda para trás, escabujando de raiva e de ameaça.

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Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

Sexta-Feira ou a Vida Selvagem

  • Apresentação de todas as personagens

Nomes

  • Robinson
  • Sexta-Feira
  • Tenn
  • Anda
  • Andoar
  • Domingo

 

Nacionalidade

  • Robinson-Inglesa
  • Tenn- Inglesa
  • Sexta-feira-Indiana
  • Domingos-Estónia

 

Posição Social

  • Robinson-Marinheiro
  • Sexta-Feira-Índia
  • Domingo-Marinheiro

 

Aspectos do seu carácter

  • Robinson não era vaidoso, era amável com Sexta-Feira e gostava de ser ele a mandar na ilha.
  • Sexta-Feira era o criado de Robinson. Um homem dedicado e sempre com prazer de fazer as coisas. Vem de outros costumes diferentes dos daquela ilha.

 

Retrato físico
        Robinson tinha barba comprida, tinha muitas mais rugas e era ruivo.
        Sexta-Feira não muito alto mas esguio e sua pele eram escuras e assemelhava-se a um negro.
        Anda era uma cabra muito nova, branca, ainda sem chifres.
        Andoar, tinha uns olhos oblongos e dourados, tinha umas barbichas finas e sedosas e uns cornos grandes e anelados.
        Domingo era uma criança, estava magra e tinha as costas estriadas com marcas ensanguentadas. Os cabelos, formavam uma emaranhada vermelha e tinha ombros finos e semeados de sardas.

 

 

Gostos

 

        Robinson gostava de se despir e deixar-se escorregar para a lama fresca, mantendo á superfície apenas a nariz, os olhos e a boca. Robinson não gostava de rodelas de serpente com uma guarnição de gafanhotos como Sexta-Feira cozinhava. Robinson também gostava de navegar. Robinson também gostava de saltar de rochedo em rochedo, de tronco em tronco, de declive em declive.
        Sexta-Feira gostava de atirar bolas ás pernas das cabras que queria imobilizar para tratar delas, ordenhá-las, ou matá-las. Sexta-Feira gostava de dançar pela praia, mas o que gostava mais era da companhia de Anda, a sua cabra. Sexta-Feira também gostou do whitebird, o barco que apareceu na ilha.
        Tenn gostava da companhia de Robinson e Sexta-Feira. Adorava brincar com Sexta-Feira e de dormir com ele abraçado diante da porta.
        Anda gostava de comer erva bem cheirosa e beber a água fresca que Sexta-Feira lhe dava. A cabra também gostava de correr, de saltar de rochedo em rochedo atrás de Sexta-Feira. O que Anda não gostava era de pastar sozinha, só comia se Sexta-Feira lhe desse á mão.

 

Vestuário
        Robinson vestia-se todas as noites para jantar com casaca, calções juntos e compridos, chapéu, meias e sapatos.
        Sexta-Feira era o índio e vestia-se com umas velhas calças de marinheiro.
        Domingo tem uma forma humana, meia nua.

 

 

Relacionamento com as outras personagens
        Robinson relacionava-se bem com os outros elementos do ilha. De vez enquando sentia alguns ciúmes de Tenn e de Sexta-Feira porque davam-se muito bem. Outras vezes resmungava muita com Sexta-Feira, mas eles gostavam um do outro. Robinson gostava muito do seu cão  chamada Tenn porque foi ele que fez sorrir Robinson pela 1º vez á muito tempo e incitou-o a construir uma verdadeira casa, para não continuar a dormir a um conto da gruta.
        Sexta-Feira dava-se bem com quase toda a gente que habitava aquela ilha menos com o Andoar. Sexta-Feira gostava muito de Tenn, de Robinson, de Anda, de todos os animais menos Andoar, porque lhe queria roubar Anda. Teve lutas com Andoar, até que o bode acabou por morrer a salvar Sexta-Feira.
        Tenn gostava muito de dormir com Sexta-Feira á beira da porta. Tinha uma boa relação com ele. A relação que o cão tinha com Robinson também era boa, Tenn era fiel ao seu antigo dono e ficou muito alegre quando o encontrou de novo depois do naufrágio.
        Anda era cabra muito nova quando encontrou Sexta – Feira, que a ajudou a voltar a andar, por isso agarrou-se muito ao Índio e não podia passar sem ele. Anda com Robinson e Tenn não tinha nenhuma relação, pois não os conhecia tão bem como a Sexta-Feira.
        Andoar não gostava de Sexta-Feira porque andava sempre a meter-se com ele e queria sempre lutar contra o bode. Com Anda, Andoar gostava de estar, até lhe dava a comida na boca.
        Domingo não conheceu muito bem Sexta-Feira por isso não tinha uma opinião formada dele. De Robinson, Domingo achava que era um homem bondoso e gostou dele desde que o viu, por isso ficou na lha com ele.

 

Relação com os animais
        Robinson dava-se mais ou menos com os animais da ilha. Só gostava realmente de Tenn que sempre esteve com ele e nunca o abandonou, sendo-lhe sempre fiel. Robinson também não gostava dos papagaios que o imitavam sempre.
        Sexta-Feira gostava de todos os animais excluindo Andoar, de quem tinha ciúmes por causa de Anda. Anda era cabra de quem Sexta-Feira gostava mais do que todos os animais da ilha, eram inseparáveis.
        Tenn não conhecia todos os animais daquela ilha mas não gostava especialmente dos papagaios.
        Anda gostava de Andoar, o mais belo bode da ilha, dava-se muito bem com ele. Com os outros animais Anda não andava muito, por isso não os conhecia bem.
         Andoar dava-se normalmente com todos as animais que ali habitavam.
        Domingo não teve oportunidade de estar com algum animal.

 

Razões para estarem na ilha
        Robinson antes da explosão habitava na ilha porque não conseguia  sair dali, mas também porque gostava de ser ele a comandar tudo. Depois da explosão Robinson não quis sair daquela ilha no whitebird, porque os homens daquele navio era o enviado de uma civilização á qual não queria voltar. Sentia-se jovem, belo e forte, e se partisse tornaria-se um velho, de cabelos grisalhos e também estúpido e mau, por isso não partiu e continuou fiel á vida que Sexta-Feira lhe ensinara.
        Sexta-Feira estava na ilha antes da explosão porque gostava de estar ali com Robinson, mas depois da explosão partiu no whitebird porque ficara fascinado com aquele novo brinquedo.
        Tenn esteve sempre com Robinson e Sexta-Feira porque gostava deles. Mas depois morreu na explosão.
        Domingo ficou na ilha com Robinson porque não gostava de estar naquele navio onde o tratavam mal.

 

Civilização
         A civilização é o estágio da cultura social e da civilidade de um agrupamento humano caracterizado pelo progresso social, científico, político, económico e artístico. Quanto maior a civilidade e mais evoluída uma nação, maior é o seu grau de civilização. O vocábulo deriva do latim civita que designava cidade e civile (civil) o seu habitante.
         A civilização é um processo social em si, inerente aos grupamentos humanos que tendem sempre a evoluir com a variação das disponibilidades económicas, principalmente alimentares e sua decorrente competição por estes com os grupamentos vizinhos. Alguns historiadores têm defendido que o surgimento de grandes civilizações sempre depende do progressivo acumulo de recursos naturais por um determinado grupo étnico e tem por detonador o acumulo de poder bélico nas mãos de certos líderes e suas famílias. A hegemonia de tais grupos sobre outros acaba sempre influenciando culturalmente toda a região e o produto, invariavelmente, redunda em um novo regramento social, impressionantes construções e a produção de obras de arte numa etapa posterior.

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Quinta-feira, Dezembro 6, 2007

Anita

Anita vendia muito bem as compotas de morango, pêssego e ninguém regressava para reclamar. Anita ficava muito feliz porque o negócio corria muito bem. A Anita continuou a fazer as suas compotas e quando passava uma pessoa por lá tinha que comprar porque os olhos e o sorriso da Anita eram o melhor. Um dia passou por lá um homem e diz. E quero te patrocinar a menina e ela ficou contente porque o doce dela ia ficar muito famoso e ficou triste porque ele gosta de fazer pouco e para a terra mas ela pensou, pensou e dissídio aceitar o contrato com o patrocinador. O homem trouxe os papéis para Anita assinar, leu-os com muita atenção e assinou o contrato. O homem levou alguns doces para os sócios provarem e todos ficaram maravilhados com aquele doce. A menina pensou em dar um nome ao seu doce e deu o nome”O Doce de Anita”.

Aquelas compotas já eram famosa e Anita também, ganhou muito dinheiro e ajudou famílias necessitados, também laves, os pobres de Africa…….

 Ela era feliz a ajudar e a fazer doces…

Aquela era a sua vida…

 

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Quinta-feira, Novembro 15, 2007

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Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Carta

A carta e um texto escrito para um pessoa ausente e tem uma estrutura própria.
Cabeçalho – Leça da palmeira, 22 de Abril de 2003________local e data
Amigo Márcio denominação do Destinatário ___Saudação denominação do destinatário
Corpo da carta
·          Introdução
Espero que, ao receber esta carta, te encontres
De perfeita saúde, junto de quem te faz feliz.
·          Desenvolvimento
Sei que anseias por noticias minhas. Como te referi, na
Carta anterior, os meus pais, por motivos profissionais, pensavam mudar de cidade. A vida esta difícil e não se podem desperdiçar as oportunidades. Tentei não lhes mostrar a  tristeza de deixa os meus  amigos, os meus locais preferidos e o mar. mas as coisas modificaram-se e já não precisamos de mudar.
·          Conclusão
Aproveito para te dizer que conto contigo nas próximas ferias de Verão. Junto iremos passar belas tardes na praia e, quem sabe, se será este o ano em que te ensinarei a “surfar”.
Fecho
Termino esta carta com um grande e saudoso abraço.
Mando também cumprimentos para os teus pais. Faz uma
Festa ao Nico e dá-lhe um biscoito por mim.
·          Assinatura
Jorge                                                                                                   
Explicar vários tipos de carta:
Há vários tipos de cartas. As privadas destinam-se a amigos e familiares e as comercias são frequentes no mundo dos negócios, constituindo, por isso, um documento escrito importante. Desta forma, consoante o destinatário, assim variam a sudação inicial, a fórmula de despedida e o tom (família para as privadas e formal para as comerciais).

CARTAS PRIVADAS

Saudação inicial
Formula de despedida
-Caro amigo
-Querido…
-Prezado amigo
-Meu pai
-Querida mãe
-Olá, Mário!
-Saudoso avo
-Estimado tio


-Um grande abraço
-Uma braço da amiga
-Beijinhos
-Tua sempre dedicada amiga
-Sempre teu admirador
-Com amizade sincera
-Do teu…
-Um saudoso abraço           
….


CARTAS COMERCIAIS

Saudação inicial
Formula de despedida
-Exmo. Senhor Presidente
-Caro Senhor Sá
-Meu caro Senhor
-Exma. Sra.
-Sra. Directora
-Senhor Antunes

-Respeitosamente
-Muito respeitosamente
-Com as melhores saudações
-Com a mais elevada estima
-Atenciosamente
-Com os melhore cumprimentos
….












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Quinta-feira, Outubro 11, 2007

Funçoes da linguagem

Funções da linguagem são recursos de ênfase que atuam segundo a intenção do produtor da mensagem, cada qual abordando um diferente elemento da comunicação. Um texto pode possuir mais de uma função enfatizada.

Função emotiva ou expressiva - a mensagem é centrada nas opiniões e emoções do emissor. Geralmente usa-se a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. O texto é pessoal, subjetivo. Exemplos: biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor.

Função referencial ou denotativa - a mensagem é centrada no receptor, o objetivo é informá-lo. O emissor procura fornecer informações da realidade, sem a opinião pessoal, de forma objetiva, direta, denotativa. A ênfase é dada ao conteúdo, às informações. Geralmente usa-se a 3ª pessoa do singular. Exemplos: textos jornalísticos e científicos.

Função apelativa ou conativa - a mensagem é centrada no receptor e organiza-se de forma a influenciá-lo. Geralmente usa-se a 2ª e 3ª pessoa, vocativos e imperativo. Exemplos: discursos, sermões, textos de publicidade e propaganda.

Função fática - o canal é posto em destaque. O interesse do emissor é emitir e simplesmente testar ou chamar a atenção para o canal. Exemplos típicos da função fática são: “alô”, “pronto”, “oi”, “tudo bem?” “boa tarde”, “sentem-se”, etc. Ou na propaganda, de forma a chamar a atenção, a tipografia, layout, etc.

Função poética - é aquela que põe em evidência a forma da mensagem, ou seja, que se preocupa mais em “como dizer” do que com “o que dizer”. A mensagem é posta em destaque, chamando atenção para o modo como foi organizada. É afetiva, sugestiva, conotativa, metafórica. Valorizam-se as palavras e suas combinações. Exemplos: linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas. Características: -Subjetividade -Figuras de linguagem -Brincadeiras com o código -Poesia -Letras de músicas -Propaganda

Função metalingüística - o código lingüístico é posto em destaque. Usa-se o código para falar dele mesmo. Exemplos: dicionários, gramáticas, textos que analisam textos, poesias que abordam o assunto poesia.

Esse modelo foi proposto por Roman Jakobson no livro Lingüística e Comunicação (1970). Um outro linguista propôs uma sétima função, que é lúdica. Ela se encaixa nos textos como “uni duni tê, salameminguê”.

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Sexta-feira, Abril 20, 2007

O Espelho

Eu tinha um espelho no meu quarto, que falava. Mas, eu não sabia.
Um dia ele partiu-se e começou a gritar.
Eu estando na sala fui a correr ao meu quarto o que se passava.
Eu fui ao meu quarto para ver o que se tinha passado tinha sido o espelho a partir e começou a chorar eu ia a abrir a porta quando o espelho ouviu e parou de chorar.
Eu tentei falar com ele mas ele não falava, e, naquela hora tinha de ir para a escola, então eu deixei um gravador no quarto a ver o que ele dizia. Quando cheguei a casa fui a correr para o meu quarto para ouvir a gravação mas não tinha nada gravado, tinha-me esquecido de por a gravar, então arranjei-o e ele falou para mim e disse obrigado.
Eu perguntei porque é que ele não falava para mim e ele respondeu:
- Tenho medo que me partas e deites e leves para o lixo.
- Eu nunca te ia partir  nem levar para o lixo.
E o espelho ficou muito meu amigo e eu dele.
E foi assim a história do espelho.
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