Eu escolhi aquele poema porque foi aquele que eu gostei mais e porque também gosto do autor.
Recomendo a todos os poemas dele.
Eu escolhi aquele poema porque foi aquele que eu gostei mais e porque também gosto do autor.
Recomendo a todos os poemas dele.
Na luz a prumo
Se as mãos pudessem (as tuas,
As minhas) rasgar o nevoeiro,
Entrar na luz a prumo.
Se a voz viesse. Não uma qualquer:
A tua, era manha voasse.
E de jubilo cantasse.
Com as tuas mãos, e as minhas,
Pudesse entrar no azul, qualquer
Azul: o do mar,
O do céu, o da rasteirinha canção
De água corrente. E com eles subisse.
(A ave, as mãos, a voz.)
E fossem chama. Quase.
Assinado:Paula Machado
E daqui para a frente, disseram tudo. Minha tia saiu num vendaval, desceu as escadas ainda aos berros, de modo que minha mãe teve ainda de vir à janela dizer mais coisas. Minha tia foi indo pela rua adiante, sempre aos gritos, e de vez em quando parava, voltando-se para trás para dizer uma ou outra coisa em especial a minha mãe, que estava à janela e lhe ia também respondendo como podia. Até que a rua acabou e minha mãe fechou a janela. E aí começou o meu pai, quando lá longe minha tia lhe passou ao pé e meu pai lhe perguntou o que havia e ela lhe disse o que havia, chamando mentirosa a minha mãe. Meu pai então disse:
- Mentirosa é você.
E começou a apresentar-lhe os factos comprovativos do que afirmara e que já tinha decerto enaipados de outras ocasiões, porque não se engasgava:
- Mentirosa é você e sempre o foi. Já quando você contou a história do Corneta, andou a dizer que
- Mentiroso é você, como sua mulher. Uma vez na padaria a sua mulher disse que
E daí foram recuando no tempo à procura das mentiras um do outro. Estavam já chegando à infância, quando apareceu o meu tio. Minha tia passou-lhe a palavra e começou ele. Mas como a coisa agora era entre homens, meu tio cerrou os punhos e disse:
- Eu mato-o, eu mato-o.
Meu pai, que já devia estar cansado, ficou quieto, à espera que ele o matasse, e como ficou quieto, meu tio recuou uns passos, tapou os olhos com um braço e disse outra vez:
- Foge da minha vista que eu mato-te.
Entretanto olhou em volta à espera que o segurassem. E quando calculou que tudo estava a postos para o segurarem, ergueu outra vez os punhos e avançou para o meu pai. Finalmente seguraram-no, e meu tio estrebuchou a querer libertar-se para matar o meu pai. Mas lá o foram arrastando, enquanto o meu tio se voltava ainda para trás, escabujando de raiva e de ameaça.
Nomes
Nacionalidade
Posição Social
Aspectos do seu carácter
Retrato físico
• Robinson tinha barba comprida, tinha muitas mais rugas e era ruivo.
• Sexta-Feira não muito alto mas esguio e sua pele eram escuras e assemelhava-se a um negro.
• Anda era uma cabra muito nova, branca, ainda sem chifres.
• Andoar, tinha uns olhos oblongos e dourados, tinha umas barbichas finas e sedosas e uns cornos grandes e anelados.
• Domingo era uma criança, estava magra e tinha as costas estriadas com marcas ensanguentadas. Os cabelos, formavam uma emaranhada vermelha e tinha ombros finos e semeados de sardas.
Gostos
• Robinson gostava de se despir e deixar-se escorregar para a lama fresca, mantendo á superfície apenas a nariz, os olhos e a boca. Robinson não gostava de rodelas de serpente com uma guarnição de gafanhotos como Sexta-Feira cozinhava. Robinson também gostava de navegar. Robinson também gostava de saltar de rochedo em rochedo, de tronco em tronco, de declive em declive.
• Sexta-Feira gostava de atirar bolas ás pernas das cabras que queria imobilizar para tratar delas, ordenhá-las, ou matá-las. Sexta-Feira gostava de dançar pela praia, mas o que gostava mais era da companhia de Anda, a sua cabra. Sexta-Feira também gostou do whitebird, o barco que apareceu na ilha.
• Tenn gostava da companhia de Robinson e Sexta-Feira. Adorava brincar com Sexta-Feira e de dormir com ele abraçado diante da porta.
• Anda gostava de comer erva bem cheirosa e beber a água fresca que Sexta-Feira lhe dava. A cabra também gostava de correr, de saltar de rochedo em rochedo atrás de Sexta-Feira. O que Anda não gostava era de pastar sozinha, só comia se Sexta-Feira lhe desse á mão.
Vestuário
• Robinson vestia-se todas as noites para jantar com casaca, calções juntos e compridos, chapéu, meias e sapatos.
• Sexta-Feira era o índio e vestia-se com umas velhas calças de marinheiro.
• Domingo tem uma forma humana, meia nua.
Relacionamento com as outras personagens
• Robinson relacionava-se bem com os outros elementos do ilha. De vez enquando sentia alguns ciúmes de Tenn e de Sexta-Feira porque davam-se muito bem. Outras vezes resmungava muita com Sexta-Feira, mas eles gostavam um do outro. Robinson gostava muito do seu cão chamada Tenn porque foi ele que fez sorrir Robinson pela 1º vez á muito tempo e incitou-o a construir uma verdadeira casa, para não continuar a dormir a um conto da gruta.
• Sexta-Feira dava-se bem com quase toda a gente que habitava aquela ilha menos com o Andoar. Sexta-Feira gostava muito de Tenn, de Robinson, de Anda, de todos os animais menos Andoar, porque lhe queria roubar Anda. Teve lutas com Andoar, até que o bode acabou por morrer a salvar Sexta-Feira.
• Tenn gostava muito de dormir com Sexta-Feira á beira da porta. Tinha uma boa relação com ele. A relação que o cão tinha com Robinson também era boa, Tenn era fiel ao seu antigo dono e ficou muito alegre quando o encontrou de novo depois do naufrágio.
• Anda era cabra muito nova quando encontrou Sexta – Feira, que a ajudou a voltar a andar, por isso agarrou-se muito ao Índio e não podia passar sem ele. Anda com Robinson e Tenn não tinha nenhuma relação, pois não os conhecia tão bem como a Sexta-Feira.
• Andoar não gostava de Sexta-Feira porque andava sempre a meter-se com ele e queria sempre lutar contra o bode. Com Anda, Andoar gostava de estar, até lhe dava a comida na boca.
• Domingo não conheceu muito bem Sexta-Feira por isso não tinha uma opinião formada dele. De Robinson, Domingo achava que era um homem bondoso e gostou dele desde que o viu, por isso ficou na lha com ele.
Relação com os animais
• Robinson dava-se mais ou menos com os animais da ilha. Só gostava realmente de Tenn que sempre esteve com ele e nunca o abandonou, sendo-lhe sempre fiel. Robinson também não gostava dos papagaios que o imitavam sempre.
• Sexta-Feira gostava de todos os animais excluindo Andoar, de quem tinha ciúmes por causa de Anda. Anda era cabra de quem Sexta-Feira gostava mais do que todos os animais da ilha, eram inseparáveis.
• Tenn não conhecia todos os animais daquela ilha mas não gostava especialmente dos papagaios.
• Anda gostava de Andoar, o mais belo bode da ilha, dava-se muito bem com ele. Com os outros animais Anda não andava muito, por isso não os conhecia bem.
• Andoar dava-se normalmente com todos as animais que ali habitavam.
• Domingo não teve oportunidade de estar com algum animal.
Razões para estarem na ilha
• Robinson antes da explosão habitava na ilha porque não conseguia sair dali, mas também porque gostava de ser ele a comandar tudo. Depois da explosão Robinson não quis sair daquela ilha no whitebird, porque os homens daquele navio era o enviado de uma civilização á qual não queria voltar. Sentia-se jovem, belo e forte, e se partisse tornaria-se um velho, de cabelos grisalhos e também estúpido e mau, por isso não partiu e continuou fiel á vida que Sexta-Feira lhe ensinara.
• Sexta-Feira estava na ilha antes da explosão porque gostava de estar ali com Robinson, mas depois da explosão partiu no whitebird porque ficara fascinado com aquele novo brinquedo.
• Tenn esteve sempre com Robinson e Sexta-Feira porque gostava deles. Mas depois morreu na explosão.
• Domingo ficou na ilha com Robinson porque não gostava de estar naquele navio onde o tratavam mal.
Civilização
• A civilização é o estágio da cultura social e da civilidade de um agrupamento humano caracterizado pelo progresso social, científico, político, económico e artístico. Quanto maior a civilidade e mais evoluída uma nação, maior é o seu grau de civilização. O vocábulo deriva do latim civita que designava cidade e civile (civil) o seu habitante.
• A civilização é um processo social em si, inerente aos grupamentos humanos que tendem sempre a evoluir com a variação das disponibilidades económicas, principalmente alimentares e sua decorrente competição por estes com os grupamentos vizinhos. Alguns historiadores têm defendido que o surgimento de grandes civilizações sempre depende do progressivo acumulo de recursos naturais por um determinado grupo étnico e tem por detonador o acumulo de poder bélico nas mãos de certos líderes e suas famílias. A hegemonia de tais grupos sobre outros acaba sempre influenciando culturalmente toda a região e o produto, invariavelmente, redunda em um novo regramento social, impressionantes construções e a produção de obras de arte numa etapa posterior.
Anita vendia muito bem as compotas de morango, pêssego e ninguém regressava para reclamar. Anita ficava muito feliz porque o negócio corria muito bem. A Anita continuou a fazer as suas compotas e quando passava uma pessoa por lá tinha que comprar porque os olhos e o sorriso da Anita eram o melhor. Um dia passou por lá um homem e diz. E quero te patrocinar a menina e ela ficou contente porque o doce dela ia ficar muito famoso e ficou triste porque ele gosta de fazer pouco e para a terra mas ela pensou, pensou e dissídio aceitar o contrato com o patrocinador. O homem trouxe os papéis para Anita assinar, leu-os com muita atenção e assinou o contrato. O homem levou alguns doces para os sócios provarem e todos ficaram maravilhados com aquele doce. A menina pensou em dar um nome ao seu doce e deu o nome”O Doce de Anita”.
Aquelas compotas já eram famosa e Anita também, ganhou muito dinheiro e ajudou famílias necessitados, também laves, os pobres de Africa…….
Ela era feliz a ajudar e a fazer doces…
Aquela era a sua vida…
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CARTAS PRIVADAS |
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| Saudação inicial |
Formula de despedida |
| -Caro amigo -Querido… -Prezado amigo -Meu pai -Querida mãe -Olá, Mário! -Saudoso avo -Estimado tio … |
-Um grande abraço -Uma braço da amiga -Beijinhos -Tua sempre dedicada amiga -Sempre teu admirador -Com amizade sincera -Do teu… -Um saudoso abraço …. |
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CARTAS COMERCIAIS |
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| Saudação inicial |
Formula de despedida |
| -Exmo. Senhor Presidente -Caro Senhor Sá -Meu caro Senhor -Exma. Sra. -Sra. Directora -Senhor Antunes … |
-Respeitosamente -Muito respeitosamente -Com as melhores saudações -Com a mais elevada estima -Atenciosamente -Com os melhore cumprimentos …. |
Funções da linguagem são recursos de ênfase que atuam segundo a intenção do produtor da mensagem, cada qual abordando um diferente elemento da comunicação. Um texto pode possuir mais de uma função enfatizada.
Função emotiva ou expressiva - a mensagem é centrada nas opiniões e emoções do emissor. Geralmente usa-se a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. O texto é pessoal, subjetivo. Exemplos: biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor.
Função referencial ou denotativa - a mensagem é centrada no receptor, o objetivo é informá-lo. O emissor procura fornecer informações da realidade, sem a opinião pessoal, de forma objetiva, direta, denotativa. A ênfase é dada ao conteúdo, às informações. Geralmente usa-se a 3ª pessoa do singular. Exemplos: textos jornalísticos e científicos.
Função apelativa ou conativa - a mensagem é centrada no receptor e organiza-se de forma a influenciá-lo. Geralmente usa-se a 2ª e 3ª pessoa, vocativos e imperativo. Exemplos: discursos, sermões, textos de publicidade e propaganda.
Função fática - o canal é posto em destaque. O interesse do emissor é emitir e simplesmente testar ou chamar a atenção para o canal. Exemplos típicos da função fática são: “alô”, “pronto”, “oi”, “tudo bem?” “boa tarde”, “sentem-se”, etc. Ou na propaganda, de forma a chamar a atenção, a tipografia, layout, etc.
Função poética - é aquela que põe em evidência a forma da mensagem, ou seja, que se preocupa mais em “como dizer” do que com “o que dizer”. A mensagem é posta em destaque, chamando atenção para o modo como foi organizada. É afetiva, sugestiva, conotativa, metafórica. Valorizam-se as palavras e suas combinações. Exemplos: linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas. Características: -Subjetividade -Figuras de linguagem -Brincadeiras com o código -Poesia -Letras de músicas -Propaganda
Função metalingüística - o código lingüístico é posto em destaque. Usa-se o código para falar dele mesmo. Exemplos: dicionários, gramáticas, textos que analisam textos, poesias que abordam o assunto poesia.
Esse modelo foi proposto por Roman Jakobson no livro Lingüística e Comunicação (1970). Um outro linguista propôs uma sétima função, que é lúdica. Ela se encaixa nos textos como “uni duni tê, salameminguê”.